sábado, 7 de março de 2009

Reciclar?

Todos os números que eu somo
Dão-me um resultado, inconformado.
Com os dividendos passados, há um denominador que tomo
És o meu expoente, o meu vomitado.

Números em vez de palavras,
Porque tudo em nós sempre foi mecânico
Farto de lutas por ti travadas
Quero escapar, és lixo orgânico.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Cais

Rompem-se os cascos dos mais volumptuosos navios,
que pairam turbulosamente sobre o nosso cais.
Armem-se as velas ou prendam-se os desafios,
Firme-se o leme ou levaremo-nos pela maré de sais.
Está na hora da decisão: de ancorar ou partir,
de curar ou ferir.

A corrente agita aquilo que prendo e prezo.
Sou navegador, sou vagabundo, pois
Por tanto e quanto mais eu rezo
Mais me altero lá no fundo.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Oração

Irado, trespassado, varzeado, rebentado.

O meu coração está traçado, estoirado, renegado, não-sarado.

Desencontrado, destilado, desdenhado e destroçado.


Serás mesmo tu o meu predicado?

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

(Bi)polar.

Through the woods and frosted moors,
Past the snow-filled branchs I
Bed down upon the drifting snow
Sleep beneath the melting sky
I whisper all your names
I know not where you are
But somewhere, somewhere here
Upon this wild abandoned star.

I have no single memory
No awakening, no flaming dart
No word of consulation
No arrow through my heart
Only the slightest notion
A glimmer from a far
That I try to grab with my fingers
As we go spinning wildly through the stars.

The wind lifts me to my senses
I rise up with the view
The snow turns to streams of light
The purple sting grows anew
I call you by your name
I know not where you are
But somehow, somewhere, sometime soon...

Upon this wild abandoned star.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Mini(-)mal

Nada é bastante. Para quem considera que pouco é suficiente.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Pêndulo...

O pêndulo pendula os meus sentimentos na palede.
Como o tic-tac suave de um relógio de cucu, o pêndulo anla dum lado para o loutro.
Os meus sentimentos esvoassam, não há qualquer tipo de equilíbrio, nao há uma palavla que não esteja dependulada da penúlia do pêndulo.

Pêndulo... Quer sejas tu, quer seja o meu coração, a minha alma desalma-me e desama-me.
Desprecisa-me. Desprocura-me por detrás das demais demagogias da minha própria cabeça.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A-deus

Tempestade és tu,
Tempestade sou eu.
Nesta roda viva de tempestades, quem sou eu? Quem sou eu?
Isso não sei, pois preciso que me digas se lá no cimo sou deus,
Ou cá em baixo ateu.